As Fontes Encantadas de Portugal
Nas fontes encantadas de Portugal, as vilas de calçada aninham-se entre telhados de telha, amendoeiras que florescem brancas como a neve e colinas coroadas de estrelas. Aqui a magia é a água: cada fonte, nascente e velho poço de pedra guarda a sua própria maravilha silenciosa. Umas donzelas encantadas chamadas as Mouras mantêm as fontes doces, um galo luminoso só canta a verdade e um duendezinho travesso chamado Trasgo arruma e prega partidas quando ninguém está a ver. Aqui um herói não vence por ser o mais forte, mas por ser bondoso, por pedir as coisas à água com doçura e por nunca abandonar um amigo. Até um gigante enorme e de aspeto assustador das colinas quase sempre se revela mais só do que assustador.
Histórias deste mundo
A Madrugada Silenciosa do Galo
Conduzido por um adultoÉ muito cedo em Barcelos, e algo está errado. O céu está cinzento. O mercado devia estar a acordar, mas toda a gente está aflita. O galo luminoso, o Galo de...
O Pente Perdido da Moura
Esta manhã a praça da aldeia está cheia de vozes preocupadas. A Fonte Velha ficou em silêncio. A sua água está parada e cinzenta, e ninguém consegue encher...
As Rosas da Rainha Isabel
Na velha cidade de Coimbra vivia a boa Rainha Isabel, que gostava de levar pão às pessoas que tinham fome. Fazia-o em silêncio, porque não queria...
Heróis de exemplo
Inês
6 to 8
Magias
Leva consigo
Tomás
6 to 8
Magias
Leva consigo
Beatriz
9 to 12
Magias
Leva consigo
Diogo
9 to 12
Magias
Leva consigo
Quem é quem
Magias
- Floração
- Faz crescer flores e coisas boas, e transforma um momento difícil e espinhoso em algo suave e bondoso.
- Verdade
- Mostra o que é verdadeiro e justo, tal como o galo luminoso de Barcelos canta a resposta honesta.
- Luz de Estrela
- Chama uma luzinha bondosa até à tua mão para te guiar quando o caminho está escuro.
- Canto do Rio
- Fala com as fontes, as pedras e a água que corre, e escuta em silêncio o que elas te contam.
- Canto dos Pássaros
- Chama os pássaros e percebe os seus cantos, para com doçura trazer ao de cima uma criatura tímida e para que um caminho perdido volte a cantar para casa.
Personagens
- Moura Encantada
- Uma serena donzela encantada que vive junto a uma fonte límpida nas colinas. Com o seu pente de ouro mantém a água doce e cantante, e recompensa um coração bondoso com água fresca e límpida e uma bênção suave. É tímida, nunca malvada.
- Rainha Isabel
- A boa rainha de outrora, lembrada por toda a terra. Levava pão aos pobres às escondidas, e quando a pararam e lhe abriram o manto, o pão tinha-se transformado em rosas. O seu nome é sinónimo de bondade silenciosa.
- O Peregrino
- Um viajante gentil e de pés cansados que passa por Barcelos no longo caminho para Santiago. Quando a taça de prata desaparece, é culpado injustamente só por ser um forasteiro. É gentil e honesto, e espera com paciência que a verdade venha ao de cima.
- O Guarda
- O severo guarda da vila ao portão do castelo, que para quem traz um cesto tapado. Só está a cumprir o seu dever e ao início franze o sobrolho, mas no fundo tem um coração bom e justo, e ganha-se com facilidade com uma palavra gentil e sincera.
Criaturas
- Galo de Barcelos
- O galo luminoso de Barcelos, de crista vermelha e cauda de cores pintadas. Só canta a verdade, e uma vez cantou para ilibar um viajante inocente acusado injustamente. Orgulhoso, alegre e sempre honesto.
- Trasgo
- Um duendezinho travesso de barrete vermelho que arruma a cozinha quando ninguém está a ver e esconde pequenas coisas brilhantes só por brincadeira. Nunca é mau, apenas brincalhão, e o que mais gosta é de um jogo e de uma adivinha.
- Olharapo
- Um gigante enorme e largo das colinas altas, com um único olho luminoso e um passo pesado e bondoso. Parece assustador, mas é terrivelmente tímido e solitário, e tudo o que sempre quis foi um amigo com quem partilhar as longas noites.
- A Gralha
- Uma pequena gralha de capuz cinzento que faz ninho na velha torre do sino e não resiste a nada que brilhe. Não faz mal nenhum. Só junta tesouros reluzentes para o ninho, e é tímida com a azáfama da praça lá em baixo.
Lugares
- A Fonte Encantada
- Uma fonte límpida lá no alto das colinas verdes, cercada de pedras com musgo e fetos, onde vive a Moura Encantada. Quando tudo está bem, a sua água brilha suavemente e quase parece cantar.
- A Fonte Velha
- A fonte de pedra coberta de musgo no meio da praça da aldeia, alimentada pela Fonte Encantada lá nas colinas. Desde que há memória a sua água corre límpida e doce, e toda a aldeia se reúne ali.
- Barcelos
- Uma alegre vila de calçada, cheia de oleiros e bancas de mercado, famosa por ser a casa do galo que diz a verdade, o Galo de Barcelos.
- Serra da Estrela
- A alta Montanha da Estrela, a mais alta das colinas, onde uma estrela bondosa desceu uma vez para se tornar amiga de um pastor solitário e deu o nome à serra.
- A Velha Torre do Sino
- A alta torre de pedra do sino sobre Barcelos, com o topo aberto ao vento e aos andorinhões. Lá no alto entre os sinos, longe da azáfama da praça, a tímida gralha guarda o seu ninho reluzente.
- Coimbra
- A velha cidade à beira do rio, de ruas de pedra e um castelo no alto, onde viveu a boa Rainha Isabel e levava pão aos pobres. As suas vielas descem a serpentear até à água, e na primavera o ar cheira a laranjas e rosas.
Objetos
- O Pente de Ouro
- O pente da Moura, brilhante como a manhã. Quando o passa pelos seus longos cabelos, a fonte desperta, a água corre límpida e a fonte velha da praça volta a cantar. Sem ele, a fonte fica silenciosa e cinzenta.
- Pão Rosca
- Um pão doce em forma de rosca da padaria da aldeia, fofo e dourado, partilhado muitas vezes junto à fonte. O Trasgo não resiste ao seu cheiro.
- A Taça de Prata
- A reluzente taça de prata das festas de Barcelos, polida para o mercado da madrugada e o dia do santo. Quando desaparece, toda a vila se aflige, embora nunca tenha sido roubada. Foi só levada por uma gralha encantada com o seu brilho.