uma história de As Fontes Encantadas de Portugal
A Madrugada Silenciosa do Galo
É muito cedo em Barcelos, e algo está errado. O céu está cinzento. O mercado devia estar a acordar, mas toda a gente está aflita. O galo luminoso, o Galo de...
Nível de leitura
A mesma história, com palavras mais simples ou mais ricas.
As Fontes Encantadas de Portugal
Nas fontes encantadas de Portugal, as vilas de calçada aninham-se entre telhados de telha, amendoeiras que florescem brancas como a neve e colinas coroadas de estrelas. Aqui a magia é a água: cada fonte, nascente e velho poço de pedra guarda a sua própria maravilha silenciosa. Umas donzelas encantadas chamadas as Mouras mantêm as fontes doces, um galo luminoso só canta a verdade e um duendezinho travesso chamado Trasgo arruma e prega partidas quando ninguém está a ver. Aqui um herói não vence por ser o mais forte, mas por ser bondoso, por pedir as coisas à água com doçura e por nunca abandonar um amigo. Até um gigante enorme e de aspeto assustador das colinas quase sempre se revela mais só do que assustador.

Leiam em voz alta, devagar e com carinho. Parem muitas vezes para deixar as crianças responder. Aqui não há respostas erradas, só novas ideias para experimentar.
Leiam em voz alta, ou deixem uma criança mais velha ler sozinha. Façam pausas muitas vezes para que todos possam pensar, maravilhar-se e experimentar ideias. Aqui não há respostas erradas, só novos caminhos a seguir.
Antes de começar
É muito cedo em Barcelos, e algo está errado. O céu está cinzento. O mercado devia estar a acordar, mas toda a gente está aflita. O galo luminoso, o Galo de Barcelos, está no seu muro com o bico fechado. Perdeu o seu cantar, por isso a manhã não vai começar.
Pior ainda, a reluzente taça de prata do mercado desapareceu, e os moradores estão a culpar um viajante cansado, só por ser um forasteiro. Ele parece muito triste. Vocês sabem que ele nunca roubaria.
Vocês pegam no saco. "Vamos ajudar", dizem. "Vamos descobrir a verdade."
Qual é o teu nome de herói? Que magias escolhes, uma ou duas: Floração, Verdade, Luz de Estrela, Canto do Rio ou Canto dos Pássaros?
Barcelos acorda mais cedo do que qualquer outro sítio, porque é o seu galo que a acorda. Mas na manhã em que esta história começa, o céu sobre a praça de calçada ficou de um cinzento liso e fechado, e o mercado estava meio montado e inquieto. O Galo de Barcelos, o luminoso galo pintado que canta todas as madrugadas desde mais tempo do que alguém se lembra, estava encolhido no seu muro com o bico bem fechado. Perdera o seu cantar, e sem ele a manhã simplesmente não viria.
E havia pior. O orgulho da vila, a reluzente taça de prata das festas, desaparecera da sua banca durante a noite, e os feirantes, assustados e zangados, tinham deitado a culpa à pessoa mais fácil: um viajante exausto a descansar à beira da praça, culpado apenas de ser um forasteiro no longo caminho para Santiago. Ele estava muito quieto, a falar pouco, à espera de que acreditassem nele.
Vocês olharam para o galo silencioso, e para o forasteiro infeliz, e perceberam que os dois problemas eram, no fundo, um só. "Vamos descobrir a verdade", disseram, e puseram o saco ao ombro.
Qual é o teu nome de herói? Que magias vais levar, uma ou duas: Floração, Verdade, Luz de Estrela, Canto do Rio ou Canto dos Pássaros?
Para o adulto Preparação, regras e respostas. Abre quando quiseres (contém as soluções).
A Madrugada Silenciosa do Galo: Regras para o Adulto
O Guia para o Adulto explica como o jogo funciona (as bandas de dificuldade, as estrelas de energia, a ajuda, as reviravoltas, tudo). Esta página tem só o que é especial nesta aventura. Uma jogada falhada nunca é uma derrota; ninguém perde.
A preparação
- Imprime o mapa, ou desenha-o, ou monta-o com objetos da casa: um Início, quatro paragens e uma Meta num caminho a serpentear. Cada jogador põe uma figura pequena no Início.
- Cada jogador escolhe uma ou duas magias das cinco deste mundo: Floração, Verdade, Luz de Estrela, Canto do Rio ou Canto dos Pássaros. Uma mistura entre os jogadores resulta melhor.
- Dá a cada jogador cinco estrelas de energia (cinco fichas ou peças pequenas). Gastam-se e enchem-se de novo durante o jogo.
- Monta as coisas que vão aparecendo (a taça de prata, o ninho brilhante da gralha) com bocadinhos da casa e peças à medida que avançam. Qualquer coisa pode ser qualquer coisa.
- Mantém os dados e a tabela das bandas de dados, lá das costas do kit, ao teu lado.
A surpresa
Uma vez em cada paragem os jogadores podem lançar para uma reviravolta; lê a linha correspondente. O Guia explica como funciona.
| Dado | Surpresa |
|---|---|
| 1 | Um feirante oferece-vos um pastel quente e uma pista grátis. |
| 2 | Encontram uma moeda caída que brilha: recuperem uma estrela de energia. |
| 3 | Uma brisa fresca do rio: o próximo desafio é Fácil. |
| 4 | O Galo dá um cacarejo de incentivo. Está tudo bem; continuem. |
| 5 | Um peregrino que passa deixa-vos repetir uma jogada mais tarde, quando quiserem. |
| 6 | Um sino da igreja toca as horas e todos se sentem corajosos por um turno. |
Como termina
Não há ladrão nesta história e não há vilão. O "crime" é uma confusão inocente: uma gralha tímida que juntou a taça brilhante para o ninho, sem saber a aflição que causava. O coração da aventura é ilibar um forasteiro acusado sem razão e ser meigo com a tímida gralha, para que o Galo de Barcelos possa cantar a verdade na madrugada. Deixa que o momento em que os feirantes percebem a sua injustiça pouse com doçura; a lição é ser justo e bondoso, sobretudo com um forasteiro. Vê a página dos enigmas para saber como jogar cada paragem, e para as soluções.
Paragem 1: O Poleiro Silencioso

Vocês sobem até ao Galo de Barcelos. De perto, parece adoentado e abatido. Abre o bico, mas não sai nenhum som. Está triste porque não consegue cantar a verdade e limpar o nome do viajante.
Ele precisa de alegria e de um bocadinho de carinho antes de a voz voltar.
Como ajudas o Galo a sentir-se melhor? Podias falar-lhe com doçura, cantar com ele, ou ir-lhe buscar uma golada fresca de água da fonte? O que experimentas?
Quando o Galo se sente cuidado, dá um pequeno cacarejo rouco. A voz está a voltar, devagar. "Encontrem a taça", sussurra ele, "e eu canto a verdade."
Vocês subiram ao muro do Galo, e de perto ele parecia mesmo adoentado: penas baças, cabeça caída, a sua crista viva pendurada. Abriu o bico para vos cumprimentar e não saiu nada, nem sequer um guincho. Não conseguia cantar, e por isso não podia fazer a única coisa por que era famoso: cantar a verdade honesta e ilibar uma alma acusada sem razão. A injustiça daquilo tirara-lhe toda a coragem.
Um pássaro tão orgulhoso como o Galo não se deixa picar nem apressar. Precisava de doçura, e de um motivo para erguer a cabeça, antes de a voz se mexer.
Como ajudas o Galo a reencontrar a coragem? Poderia o Canto do Rio ir buscar-lhe uma golada de água fresca da fonte, poderia a Floração trazer um pouco de cor de volta ao seu poleiro, ou poderias simplesmente sentar-te com ele e prometer pôr as coisas no sítio? O que experimentas?
Quando o Galo se sentiu verdadeiramente cuidado, conseguiu um pequeno cacarejo rouco, o primeiro fio da sua voz a voltar. "Tragam a taça de volta", disse ele com voz rouca, "ponham-na onde pertence, e eu canto tão alto que a verdade não pode escapar a ninguém."
Para o adulto: a solução
O desafio. O Galo de Barcelos perdeu o seu cantar e o seu ânimo. Não reencontra a voz até os jogadores o animarem e cuidarem dele.
Soluções pretendidas. Um momento de coração bondoso mais do que um truque de magia:
- Canto do Rio para lhe ir buscar uma golada de água fresca da fonte e pedir à água que lhe suavize a garganta.
- Floração para trazer um pouco de cor e de vida de volta ao seu poleiro abatido.
- Canto dos Pássaros para o chamar de pássaro para pássaro e convidar o seu próprio cantar a sair de novo.
- Um gesto bondoso simples sem magia: sentar-se com ele, cantar baixinho, ou prometer em voz alta limpar o nome do viajante.
Alternativa. Se as crianças hesitarem, faz o Galo conseguir um único cacarejo fraco em resposta a qualquer bondade, mostrando-lhes que está a resultar. Qualquer carinho genuíno traz a voz dele parcialmente de volta e enche uma estrela de energia.
Torna mais simples. Para uma criança mais nova, basta afagar as penas do galo ou dizer uma coisa bondosa, e que isso baste para ele sussurrar a pista seguinte.
Paragem 2: O Mercado de Barcelos

Vocês descem até às bancas do mercado. Numa banca há uma almofada vazia, onde a taça de prata costumava estar. Não há pegadas de lama, nem fechaduras partidas. Ninguém entrou nem saiu.
Vocês olham à volta à procura de pistas. Lá no alto, algo brilha perto da velha torre do sino. Faltam também algumas fitas e botões brilhantes das bancas.
Se ninguém levou a taça, quem terá sido? O que é que gosta de coisas brilhantes e chega a um sítio alto? Para onde leva o brilho?
Quando seguem as pistas, todas apontam para cima, para o cimo da velha torre do sino. Lá vão vocês.
Lá em baixo, entre as bancas, estudaram o cenário do mistério. A almofada de veludo da taça de prata estava vazia, mas tudo à volta era estranho: nenhuma pegada de lama, nenhuma fechadura forçada, nenhum sinal de que algum ladrão tivesse entrado ou saído. Uma taça não se vai embora sozinha, e no entanto ninguém parecia tê-la levado.
Então começaram a reparar em coisinhas. Uma fita desaparecida de uma banca. Um botão brilhante a faltar noutra. E lá no alto da praça, perto do cimo da velha torre do sino, algo apanhou a luz fraca e piscou.
Se ninguém levou a taça, quem foi? Que tipo de criatura adora uma coisa brilhante, consegue levar fitas e botões, e chega a uma alta torre de pedra? Sigam os pequenos furtos: para onde levam?
Quando puseram as pistas lado a lado, todas apontavam para o mesmo sítio: para cima, por cima dos telhados, até ao cimo aberto da velha torre do sino. Rumaram à sua escada em caracol.
Para o adulto: a solução
O desafio. A taça de prata desapareceu sem ladrão à vista: nem pegadas, nem fechadura partida. Os jogadores têm de perceber que ninguém a levou, e seguir o rasto de pequenos furtos brilhantes (uma fita, um botão, um brilho junto à torre) até à torre do sino.
Solução. As pistas somam-se a uma criatura que adora coisas brilhantes e chega a sítios altos, e os brilhos levam ao cimo da velha torre do sino. Isto é observação e lógica, não uma magia, embora a Luz de Estrela possa facilitar avistar um brilho ténue, o Canto do Rio possa perguntar à praça o que viu, e o Canto dos Pássaros possa perguntar aos pássaros do mercado para onde voou o pequeno ladrão brilhante.
Alternativa. Se as crianças encalharem, faz um feirante mencionar "aquele pássaro maroto lá na torre já me levou os botões outra vez", entregando-lhes a ligação. Chegar à resposta com um empurrãozinho conta na mesma como sucesso completo e enche uma estrela de energia.
Torna mais simples. Para uma criança mais nova, dispõe três objetos brilhantes em linha a apontar para uma "torre" alta (uma pilha de copos) e pergunta apenas "para onde levam as coisas brilhantes?"
Paragem 3: A Velha Torre do Sino

Vocês sobem as escadas da torre do sino e saem lá no cimo, entre os sinos. Ali, num ninho de botões e fitas, está uma pequena gralha de capuz cinzento. Encaixada no ninho, a brilhar, está a taça de prata.
Ela não é ladra. Só adora coisas brilhantes, e é tímida. Inclina a cabeça para vocês, agarrando a taça.
Como te fazes amigo da gralha tímida? Podias oferecer-lhe outra coisa que brilhe, ou falar baixinho para ela não se assustar? De que gostaria ela?
Quando são meigos e oferecem uma troca justa, a gralha salta para o lado e deixa-vos tirar a taça de prata do ninho. Até dá um pio de agradecimento.
A escada subia e subia, e saíram esbaforidos por entre os grandes sinos, com os andorinhões a esvoaçar e toda a vila pequena lá em baixo. Ali, encaixada num ninho aconchegado de botões, fitas e vidros brilhantes, estava uma pequena gralha de capuz cinzento bem arranjado, e ali, a reluzir no meio dos seus tesouros, estava a taça de prata.
Não era ladra, claro. Só fizera o que as gralhas fazem, juntar o que brilha para embelezar o ninho, sem nunca imaginar a aflição que causava lá em baixo. Puxou a taça para si e ficou a observar-vos com um olho desconfiado e cintilante, pronta a assustar-se com uma palavra alta.
Como conquistas a confiança da gralha tímida? Ela não se deixa agarrar. Poderia uma voz suave acalmá-la, poderia a Luz de Estrela oferecer-lhe um brilho de que gostasse ainda mais, ou poderias trocar-lhe algo brilhante que ela possa guardar? O que agradaria a um pássaro tímido e amante de tesouros?
Quando se moveram devagar e lhe ofereceram uma troca justa e brilhante, a gralha saltou para o lado e deixou-vos tirar a taça do seu tesouro. Deu um pio suave e contente, como se também ela ficasse feliz por a aflição ter acabado.
Para o adulto: a solução
O desafio. A gralha tímida tem a taça no ninho. Adora coisas brilhantes e assusta-se com facilidade. Os jogadores têm de se fazer amigos dela, não agarrar a taça.
Soluções pretendidas. Um momento de fazer amizade:
- Uma troca brilhante e justa. Oferece-lhe algo que brilhe tanto como a taça (uma bugiganga que tragam, um botão polido) para ocupar o lugar da taça no ninho.
- Uma voz suave. Fala baixinho e move-te devagar para ela não se assustar, e ela deixa-vos levá-la.
- Luz de Estrela para conjurar um brilho que ela ache ainda mais encantador, ou Verdade para lhe mostrar com doçura que a taça faz falta e que uma troca é justa.
- Canto dos Pássaros para lhe falar no seu próprio chilrear de gralha, para que fique calma e venha cá fora em vez de se assustar.
Alternativa. Se as crianças bloquearem, faz a própria gralha empurrar um botão brilhante na direção delas, como se propusesse a troca. Assim que ofereçam qualquer bondade ou troca, deixa-a saltar para o lado e largar a taça.
Torna mais simples. Para uma criança mais nova, uma única troca brilhante chega; a gralha é tímida mas contenta-se com facilidade.
Paragem 4: A Taça Devolvida

Vocês levam a taça de prata de volta ao mercado. Erguem-na bem alto para todos verem. "Aqui está", dizem. "Ninguém a roubou. Uma pequena gralha levou-a emprestada para o ninho."
Os moradores ficam calados. Olham para o viajante cansado que tinham culpado. Sentem-se mal por terem sido injustos com um forasteiro.
Como ajudas os moradores a serem bondosos com o viajante outra vez? O que poderias dizer para todos se sentirem melhor?
Quando o viajante é bem recebido e lhe dão pão e um sorriso, toda a praça aquece. Agora só falta uma coisa.
Vocês levaram a taça de prata de volta à praça e ergueram-na bem alto para todos verem. "Aqui está", chamaram. "Nunca foi roubada. Uma pequena gralha levou-a para o ninho na torre, porque brilhava. Não houve ladrão nenhum."
Um silêncio caiu sobre o mercado. Um a um, os feirantes viraram-se para olhar o viajante que tão depressa tinham culpado, e as suas caras encheram-se de vergonha pela própria injustiça. É difícil encarar o facto de se ter feito mal a um forasteiro.
Como ajudas os feirantes a corrigir tudo? Que palavras transformam a vergonha deles em bondade, e recebem o viajante como deve ser, por fim?
Quando o viajante foi recebido com pão quente, um pedido de desculpa e um lugar junto à lareira, o frio saiu da manhã. Só faltava fazer uma coisa.
Para o adulto: a solução
O desafio. Os jogadores devolvem a taça e, mais difícil, ajudam os feirantes a desfazer a sua injustiça e a receber o viajante acusado sem razão.
Solução pretendida. Faz os jogadores mostrarem a taça e explicarem que não houve ladrão, e depois dizerem algo que transforme a vergonha da multidão em bondade: um convite, um pão partilhado, um acolhimento caloroso para o viajante. Não há jogada para falhar. A Verdade encaixa naturalmente aqui, mas palavras bondosas simples resultam.
Alternativa. Se uma criança não souber o que dizer, faz o viajante sorrir e oferecer o perdão primeiro, facilitando que os feirantes o sigam. O sucesso é garantido; esta paragem é sobre o sentimento caloroso da justiça reposta.
Torna mais simples. Para uma criança mais nova, basta dar um pedaço de pão ao viajante e pedir desculpa todos juntos; é tudo.
O Cantar da Madrugada

Vocês pousam a taça de prata de novo na sua almofada. O Galo de Barcelos incha o peito. Abre o bico e, desta vez, sai um cantar grande e luminoso que ecoa pelos telhados.
O sol salta para o céu, dourado e quente. O mercado acorda, as bancas abrem, e o viajante acena adeus de coração contente. O Galo só canta a verdade, e hoje a verdade foi bondosa.
Conseguiram juntos. Foram bondosos e estavam cheios de ideias. Muito bem.
Vocês pousaram a taça de prata de novo na sua almofada, exatamente onde pertencia. O Galo de Barcelos endireitou-se todo, a crista de novo de um vermelho vivo, inchou o peito e, desta vez, quando abriu o bico, soou um cantar tão claro e dourado que pareceu erguer o próprio sol por cima dos telhados.
A luz inundou a praça. As bancas abriram-se de rompante, os sinos responderam, e o viajante seguiu o seu caminho de coração cheio e de saco mais cheio, abençoando a vila que aprendera a ser justa. O Galo só canta a verdade, e nesta madrugada a verdade afinal foi bondosa.
Conseguiram juntos. Foram meigos quando era mais fácil ser rápidos, e estavam cheios de ideias quando uma ideia não chegava. Muito bem.
Para o adulto: a solução
Esta é a resolução, não um enigma, por isso não há banda nem jogada. A taça volta à sua almofada, o Galo de Barcelos canta por fim, e o sol nasce sobre Barcelos. Deixa as crianças sentirem o mercado acordar e o viajante partir contente. Venceram por serem meigas com a gralha e justas com um forasteiro, que é a única forma de alguém vencer nas Fontes Encantadas.
Aqui ninguém perde. Se uma tentativa não resulta, basta encontrar outro caminho.
Leiam em voz alta, parem muitas vezes e experimentem ideias. Não há respostas erradas.
