uma história de As Montanhas em Flor de Yamato
A Trapalhada do Tanuki
É dia de festa na Aldeia das Lanternas. A manhã inteira o mercado andou a preparar-se, com barracas de leques de papel, cestos de fruta e filas de lanternas...
Nível de leitura
A mesma história, com palavras mais simples ou mais ricas.
As Montanhas em Flor de Yamato
As montanhas em flor de Yamato erguem-se em suaves dobras verdes acima de campos de arroz em socalcos e pequenas aldeias enfeitadas com lanternas de papel, onde as cerejeiras deixam cair as suas pétalas ao vento e os portões torii vermelhos assinalam os santuários tranquilos. A neblina paira entre os bambus, a lua estende um caminho prateado sobre o rio, e as colinas estão cheias de espíritos gentis: uma raposa que propõe adivinhas, pirilampos tímidos que acendem as lanternas, um alegre tanuki brincalhão, cães guardiões de pedra e um grande dragão do rio que traz as chuvas. Aqui um herói não é o mais forte nem o que grita mais alto, mas aquele que é paciente, pensa bem nas coisas e é bondoso com todos os seres vivos. Os feitos mais grandiosos fazem-se com imaginação, coragem e um coração gentil, e até um guardião assustador, recebido com calma e palavras amáveis, muitas vezes mostra-se mais bondoso do que parece.

Lê em voz alta, devagar e com carinho. Para muitas vezes para deixar as crianças responder. Aqui não há respostas erradas, só ideias novas e bondosas para tentar.
Lê em voz alta, ou deixa uma criança mais velha ler sozinha. Faz uma pausa em cada pergunta para que os heróis decidam juntos. Aqui não há respostas erradas, só ideias mais bondosas para tentar.
Antes de começar
É dia de festa na Aldeia das Lanternas. A manhã inteira o mercado andou a preparar-se, com barracas de leques de papel, cestos de fruta e filas de lanternas a brilhar. Mas, ai. O Pon, o Tanuki, estava tão entusiasmado que saltou e rebolou pelo meio do mercado, e derrubou todas as barracas sem querer. Agora os leques, a fruta e as lanternas estão tudo numa grande trapalhada, e o Pon sente-se péssimo.
A Avó Yuki, a Guardiã dos Contos, chama-vos para junto de si. "Vocês os dois têm a cabeça cheia de ideias e o coração bondoso", diz ela. "Querem ajudar o Pon a pôr o mercado em ordem antes que a festa comece?"
Ela dá-vos três prendas: um novelo de fio vermelho, uma sineta e um bolo de arroz doce. Depois sorri. "Aqui em cima não vencemos por ser os mais fortes. Vencemos por ser corajosos, bondosos e cheios de ideias."
Qual é o teu nome de herói? És um herói da Imaginação, da Coragem ou da Bondade?
Era dia de festa na Aldeia das Lanternas, o dia mais luminoso de todo o ano. A manhã inteira o mercado andou a preparar-se: barracas de leques de papel pintados, cestos cheios de ameixas e peras e dióspiros dourados, e longas filas de lanternas de papel à espera de brilhar. As pétalas de cerejeira esvoaçavam na brisa, e toda a gente cantarolava de entusiasmo.
Ninguém cantarolava mais do que o Pon, o Tanuki. Estava tão feliz, tão roliço e tão saltitão, que simplesmente não conseguia ficar quieto. Rebolou. Saltou. Deu cambalhotas mesmo pelo meio do mercado, e uma a uma, todas as barracas vieram abaixo com um estrondo. Quando a poeira assentou, os leques, a fruta e as lanternas jaziam numa trapalhada enorme, e o pobre Pon estava sentado no meio dela, com as orelhas caídas e o coração cheio de desculpas.
A Avó Yuki, a Guardiã dos Contos, que conhecia todas as histórias das montanhas, chamou-vos aos dois para junto de si. "Vocês têm a cabeça cheia de ideias e o coração bondoso", disse ela, "e hoje isso vale mais do que o par de braços mais forte. Querem ajudar o Pon a pôr o mercado em ordem antes que a festa comece?"
Nas vossas mãos pousou três prendas: um novelo de fio de um vermelho vivo, uma sineta de bronze e um bolo de arroz fofo e doce. "Lembrem-se", disse ela com um sorriso, "nestas montanhas não vencemos por ser os mais fortes. Vencemos por ser corajosos, bondosos e cheios de ideias."
Qual é o teu nome de herói? Que qualidade vais levar contigo: a Imaginação, a Coragem ou a Bondade?
Para o adulto Preparação, regras e respostas. Abre quando quiseres (contém as soluções).
A Trapalhada do Tanuki: Regras para o Adulto
É a primeira vez? Lê primeiro o Guia para o Adulto. Explica a ideia toda em duas páginas e nunca mais vais precisar dele.
O Guia para o Adulto explica como funciona o jogo todo. Esta página tem só o que é especial nesta história. Este é um conto suave e quente, sem nenhum vilão: o único sarilho é uma trapalhada feliz, e a imaginação e a bondade põem tudo em ordem todas as vezes. Uma jogada falhada nunca é uma derrota; ninguém perde.
Preparar tudo
- Imprime o mapa. Cada jogador põe uma figurinha no Início, o mercado da Aldeia das Lanternas.
- Este mundo não tem magia. Em vez disso, cada herói apoia-se numa ou duas das cinco qualidades: Imaginação (inventar ideias), Coragem (um coração firme), Bondade (cuidar dos outros), Paciência (esperar e tentar de novo) ou Curiosidade (reparar no que os outros não veem). Na ficha do herói, onde diz magia, deixa cada criança escrever a qualidade de que mais gosta. Duas qualidades diferentes funcionam melhor juntas.
- Dá a cada jogador cinco estrelas de energia (cinco fichas ou peças pequenas). São gastas e recuperadas durante o jogo.
- Põe à mão três adereços, se puderes: um novelo de fio para o fio vermelho, uma sineta ou algo tilintante para a sineta, e qualquer guloseima ou ficha pequena para o bolo de arroz. Qualquer coisa pode ser qualquer coisa.
- Um punhado de botões, moedas ou peças de duas ou três cores torna a arrumação da Paragem 2 deliciosa e bem prática. Não é preciso, mas ajuda.
- Mantém os teus dados e a tabela de níveis dos dados, lá do fim do kit, ao teu lado.
A Volta do Destino
Uma vez em cada paragem, os jogadores podem lançar o dado para uma volta; lê a linha que corresponder. O Guia explica como funciona.
| Jogada | Volta do Destino |
|---|---|
| 1 | A Kon, a Raposa, passa a trote e dá-vos uma dica grátis. |
| 2 | Reúnes a tua calma de novo e recuperas uma estrela de energia. |
| 3 | Uma brisa suave passa, e o próximo desafio é Fácil. |
| 4 | Os Cães-Leão Guardiões acenam com bondade desde o portão. Está tudo bem. |
| 5 | Uma pétala de cerejeira da sorte desce a flutuar: guarda uma jogada para usar mais tarde. |
| 6 | O toque suave de um sino de templo, e por um momento todos se sentem calmos. |
Como termina
Não há inimigo nenhum neste conto. O sarilho é só uma trapalhada amiga feita pelo Pon, o Tanuki, que se sente péssimo por causa dela e mais precisa é de uma palavra bondosa. A história ganha-se por acalmar e tranquilizar o Pon, por separar e contar com paciência o mercado de volta ao lugar, e por ajudar o Pon a acabar o dia orgulhoso em vez de envergonhado. Deixa a bondade fazer efeito; é esse o objetivo de tudo. Vê a página dos enigmas para os três desafios e as suas soluções.
Paragem 1: As Barracas Desarrumadas

Correm até ao mercado e encontram o Pon, o Tanuki, sentado no meio da confusão. As orelhas caem-lhe. O nariz treme-lhe. "Estraguei tudo", funga ele. "Eu só queria ajudar."
Está demasiado abatido para arrumar. Precisa primeiro de uma palavra bondosa.
O que poderias fazer para ajudar o Pon a sentir-se melhor? Podias sentar-te ao lado dele. Podias dizer-lhe que foi sem querer. Podias dizer que todos juntos podem arranjar a trapalhada. O que vais tentar?
Quando és bondoso com o Pon, ele limpa o nariz e abre um sorrisinho. "Vocês são bons amigos", diz ele. "Vamos arrumar juntos." E levanta-se de um salto, pronto a ajudar.
Correm ao largo do mercado, e ali, mesmo no meio da confusão, estava sentado o Pon, o Tanuki. As orelhas caíam-lhe. O nariz redondo tremia-lhe. Uma lágrima gorda estava pronta a cair. "Estraguei a festa toda", fungou ele. "Eu só sempre quis ajudar, e fiz tudo pior."
Estava tão triste e tão atrapalhado que não teria conseguido arrumar um único leque. Antes de qualquer arrumação poder começar, o Pon precisava de um amigo.
O que poderias fazer para ajudar o Pon a sentir-se melhor? Podias sentar-te ao lado dele, ou dizer-lhe que toda a gente derruba coisas de vez em quando, ou lembrar-lhe que uma trapalhada fica muito mais pequena quando os amigos a arranjam juntos. O que vais tentar?
Quando as tuas palavras bondosas chegaram até ele, o Pon limpou o nariz às costas da pata e abriu um sorriso pequeno e corajoso. "Vocês são bons amigos para mim", disse ele. "Afinal uma trapalhada não é assim tão grande. Vá, vamos arrumar juntos." E levantou-se de um salto, pronto a pôr cada coisinha no lugar.
Para o adulto: a solução
O desafio. O Pon, o Tanuki, está sentado no meio do mercado tombado, abatido e atrapalhado demais para ajudar. Derrubou tudo sem querer e sente que estragou a festa. Antes de qualquer arrumação poder começar, os jogadores têm de o acalmar e tranquilizar.
Solução pensada. Este é um momento de Bondade e Observação. Os jogadores reparam que o Pon não é malcomportado, só está triste, e oferecem conforto: sentar-se ao lado dele, dizer-lhe que foi sem querer, lembrar-lhe que toda a gente derruba coisas de vez em quando, ou prometer-lhe que a trapalhada fica mais pequena quando os amigos a arranjam juntos. Partilhar o bolo de arroz também resulta lindamente. Qualquer bondade verdadeira lhe levanta as orelhas e o põe de pé.
Apoio. Se as crianças não souberem o que dizer, faz o Pon fungar e perguntar, muito baixinho: "Acham que sou um tanuki mau?" Um único "não" caloroso derrete a preocupação num instante. Uma festinha amiga ou um bolo de arroz partilhado também resolvem, e o Pon levanta-se de um salto, pronto a ajudar.
Tornar mais simples. Para uma criança muito pequena, basta pedir-lhe que dê ao Pon um abraço grande e gentil e diga "está tudo bem", e as orelhas dele logo se levantam.
Paragem 2: A Grande Arrumação

Agora olham para a trapalhada. Leques, fruta e lanternas estão tudo misturado num grande monte. Tudo tem de voltar à barraca certa antes de a festa começar.
Os leques pertencem à barraca dos leques. A fruta pertence aos cestos da fruta. As lanternas pertencem aos postes das lanternas. Vais ter de os separar, e contá-los, e juntá-los certo.
Como vais arrumar tudo isto? Podias fazer um monte para cada tipo de coisa? Podias contar as lanternas para os postes? Podias juntar a fruta pela cor? Qual é o teu plano?
Quando separas e contas tudo de volta ao lugar, o mercado começa a ficar bonito outra vez. O Pon bate as patas. "Que boa ideia!", diz ele.
Agora olharam bem para o monte, e que monte ele era. Leques, fruta e lanternas jaziam tudo emaranhado numa grande montanha de trapalhada, e cada coisinha tinha de encontrar o seu lugar próprio antes de a festa poder começar.
Os leques pintados pertenciam, abertos em leque nas suas filas arrumadas, à barraca dos leques. As ameixas e as peras e os dióspiros pertenciam separados nos seus cestos, na barraca da fruta. As lanternas de papel pertenciam, uma a uma, aos postes que ladeavam o largo. Para pôr tudo em ordem, ia ser preciso separar, e contar, e juntar, com cabeças calmas e cuidadosas.
Como vais pôr ordem em tudo isto? Podias fazer um monte separado para cada tipo de coisa, ou contar o número certo de lanternas para cada poste, ou juntar cada fruta ao seu cesto pela cor. Qual é o teu plano?
Com paciência, peça a peça, separaram e contaram tudo de volta ao lugar, e devagar o mercado ficou arrumado e luminoso outra vez. O Pon olhava maravilhado e batia as patinhas. "Vocês são tão cheios de ideias e tão calmos", disse ele. "Eu teria feito tudo à pressa e piorado as coisas, mas vocês pensaram nisto até ao fim."
Para o adulto: a solução
O desafio. Leques, fruta e lanternas jazem misturados num grande monte. Os jogadores têm de separar, contar e juntar tudo de volta à barraca certa antes de a festa começar.
Solução pensada. Este é um momento de Matemática, Lógica e Observação. A jogada ponderada é separar primeiro por tipo, depois contar e juntar. Um exemplo trabalhado para os guiar: fazer três montes, um de leques, um de fruta, um de lanternas. Abrir os leques em leque na barraca dos leques. Separar a fruta pela cor, as ameixas vermelhas no cesto vermelho e os dióspiros dourados no cesto dourado. Depois contar as lanternas para os postes, o mesmo número em cada um, digamos três postes com quatro lanternas cada, doze lanternas ao todo. Contar em voz alta em conjunto é o coração desta paragem. Usa botões ou peças de cores, se tiveres, para que as mãos pequenas separem a sério.
Apoio. Se a contagem vacilar, façam um monte juntos em voz alta e deixa-os copiar o padrão para o resto, ou deixa o Pon "lembrar-se" onde vai um dos tipos de coisa. Gastar uma estrela de energia para respirar fundo e recomeçar o monte resulta sempre. Pôr o mercado arrumado com ajuda continua a contar como sucesso completo e recupera uma estrela de energia.
Tornar mais simples. Para uma criança muito pequena, entrega-lhe só as coisas vermelhas e pede-lhe que as ponha todas num cesto, e esse único monte arrumado é uma vitória.
Paragem 3: A Última Lanterna

O mercado está quase perfeito. Mas falta ainda uma lanterna: a grande lanterna vermelha da festa que fica pendurada mesmo no centro do mercado. Sem ela, a festa não pode começar.
Então a Kon, a Raposa, sai a trote do bambual. "Vi uma coisa redonda e vermelha rolar para debaixo da ameixoeira ao pé da ponte", diz ela com uma piscadela. "Sigam a minha pista."
Onde poderá estar a última lanterna? Podias seguir a pista da Kon até à ameixoeira? Podias pedir ao Pon que ajude a procurar? O que vais fazer?
Segues a pista e lá está ela, a grande lanterna vermelha, sã e salva debaixo da ameixoeira. Levas-la de volta e pendura-la bem alto. "Eu sei o sítio onde ela rolou", diz o Pon, orgulhoso. "Afinal ajudei." E fica um bocadinho mais direito.
O mercado parecia agora quase perfeito, cada leque e fruta e lanterna no seu lugar. Quase. Pois quando olharam para o coração do largo, viram que a mais grandiosa lanterna de todas faltava: a grande lanterna vermelha da festa, que ficava pendurada bem no centro, aquela cujo brilho era o sinal para a festa começar. Sem ela, o tambor não podia soar.
Foi então que a Kon, a Raposa, veio a trote do bambual, com uma folha na cabeça e um brilho vivo no olhar. "Sou muito bom a reparar nas coisas", disse ela. "E parece-me mesmo que vi uma coisa redonda e vermelha rolar para longe, pela viela abaixo, para debaixo da velha ameixoeira ao pé da ponte. Sigam a minha pista, e pensem onde gosta de se esconder uma lanterna fugitiva."
Para onde poderá ter rolado a última lanterna? Podias seguir a pista da Kon até à ameixoeira, ou pedir ao Pon, que conhece cada canto do mercado, que ajude a procurar. E como vais ajudar o Pon a sentir-se orgulhoso em vez de envergonhado? O que vais fazer?
Seguiram a pista pela viela abaixo, e ali, bem aconchegada debaixo da ameixoeira pendente, estava a grande lanterna vermelha, sã e salva. Quando a levantaram, o Pon veio a correr, e foi o Pon quem apontou o próprio ramo em que ela ficara presa. "Eu sabia para onde ela ia rolar", disse ele, e pela primeira vez em todo o dia ficou bem direito e orgulhoso. "Afinal ajudei." Juntos levaram a lanterna de volta e penduraram-na bem alto no seu lugar de direito.
Para o adulto: a solução
O desafio. O mercado está quase perfeito, mas a grande lanterna vermelha da festa, que fica pendurada sobre o centro, ainda falta, e a festa não pode começar sem ela. Os jogadores têm de seguir uma pista para a encontrar, e ajudar o Pon a sentir-se orgulhoso em vez de envergonhado.
Solução pensada. Este é um momento de Imaginação e Bondade. A Kon, a Raposa, dá a pista: uma coisa redonda e vermelha rolou para longe, pela viela abaixo, para debaixo da velha ameixoeira ao pé da ponte. Os jogadores ponderados seguem a pista e pensam onde gosta de se esconder uma lanterna fugitiva, e lá está ela, sã e salva debaixo da árvore. Tão importante como isso, deixam o Pon juntar-se à busca e ser ele a descobrir o ramo em que ela ficou presa, para que o dia acabe com o Pon orgulhoso por ter ajudado, em vez de triste pela trapalhada.
Apoio. Se a pista for difícil demais, faz a Kon torná-la mais clara ("procurem em baixo, perto da água, onde crescem as ameixas"), ou deixa o Pon vislumbrar o vermelho ele próprio. Seja como for que a lanterna apareça, garante que o Pon fica com o mérito da descoberta, para que termine a história de cabeça erguida.
Tornar mais simples. Para uma criança muito pequena, esconde um brinquedo ou bola vermelha ali perto e deixa-a ir aos saltinhos encontrá-lo, depois festeja que ela salvou a festa.
A Festa Começa

O mercado está enfim em ordem. Cada leque está aberto em leque, cada cesto de fruta está arrumado, e cada lanterna brilha quente no seu lugar, com a grande lanterna vermelha a reluzir no meio.
O Pon, o Tanuki, está perdoado e, melhor que tudo, está orgulhoso. O tambor começa a bater, as pessoas chegam a rir ao largo, e a festa começa enfim.
Bem alto, Amaterasu, a Deusa do Sol, olha para baixo e sorri. Conseguiram, juntos. Foram corajosos, foram bondosos e, acima de tudo, foram cheios de ideias. Muito bem, heróis da Aldeia das Lanternas.
O mercado estava enfim em ordem e, ai, como reluzia. Cada leque estava aberto na sua fila, cada cesto de fruta estava arrumado e a brilhar, e cada lanterna de papel brilhava quente e dourada no seu lugar, com a grande lanterna vermelha da festa a arder mais brilhante do que todas, mesmo no meio do largo.
O Pon, o Tanuki, estava perdoado e, muito melhor que perdoado, estava orgulhoso. O grande tambor começou a bater, os aldeãos chegaram a rir e a dançar ao largo, e com um toque feliz a festa começou enfim.
Bem alto sobre as montanhas em flor, Amaterasu, a Deusa do Sol, olhou para baixo por entre a luz quente e sorriu. Tinham conseguido, e tinham conseguido juntos: com a vossa imaginação, com a vossa coragem e, acima de tudo, com a vossa bondade. Muito bem, heróis da Aldeia das Lanternas.
Aqui ninguém perde. Se uma tentativa não resulta, basta encontrar outro caminho.
Leiam em voz alta, parem muitas vezes e experimentem ideias. Não há respostas erradas.
