uma história de As Colinas Soalheiras da Grécia

A Festa do Bolo de Mel

Hoje a Vila das Oliveiras está em festa! Pela primeira vez, o grande e meigo Ciclope vai descer das colinas para se juntar a toda a gente, porque agora é um...

Idades 6 to 8 2 to 5 Jogadores 30 min maths · social emotional · observation · logic
Conduzido por um adulto

Nível de leitura

A mesma história, com palavras mais simples ou mais ricas.

As Colinas Soalheiras da Grécia

As colinas soalheiras da Grécia descem até um mar azul e brilhante, salpicadas de olivais, colunas de mármore branco e pequenas vilas onde toda a gente sabe o teu nome. Lá no alto, escondidos nas nuvens do Monte Olimpo, os deuses velam pelo mundo, e as colinas estão cheias de maravilhas: esfinges que põem enigmas, centauros amáveis, sátiros tímidos e ninfas que cantam junto às fontes. Aqui um herói não é o mais forte nem o que grita mais alto, mas sim aquele que mantém a cabeça fria, faz boas perguntas e nunca abandona um amigo. Os maiores feitos conquistam-se sendo corajosos, bondosos e cheios de ideias. Até um guardião assustador, se o enfrentardes com coragem e com palavras meigas, muitas vezes acaba por estar mais sozinho do que mau.

Dois jovens heróis a levar um frasco de mel dourado por uma vila de oliveiras em festa ao pôr do sol, com mesas compridas e lanternas penduradas, e um gigante grande e meigo de um só olho a aproximar-se tímido das colinas.

Lê em voz alta, devagar e com carinho. Para muitas vezes para deixar as crianças responder. Aqui não há respostas erradas, só ideias novas e meigas para tentar.

Lê em voz alta, ou deixa uma criança mais velha ler sozinha. Faz uma pausa em cada pergunta para que os heróis possam decidir juntos. Aqui não há respostas erradas, só ideias mais meigas para tentar.

Antes de começar

A Festa do Bolo de Mel

Hoje a Vila das Oliveiras está em festa! Pela primeira vez, o grande e meigo Ciclope vai descer das colinas para se juntar a toda a gente, porque agora é um amigo e já não está sozinho. Para lhe dar as boas-vindas, a vila está a preparar o maior bolo de mel que alguém alguma vez viu.

Mas o frasco do mel está vazio. A velha Dafne, que guarda o olival, chama-vos a ela. "Vocês têm mãos prestáveis e corações meigos", diz ela. "Querem ajudar a juntar o que precisamos e trazer o nosso grande amigo até à mesa?"

Ela dá-vos um frasco vazio e um sorriso caloroso. "Aqui em cima não festejamos a deixar ninguém de fora. Partilhamos, e arranjamos sempre lugar para mais um."

Qual é o teu nome de herói? És um herói de Imaginação, de Coragem ou de Coração?

Havia uma festa a preparar-se na Vila das Oliveiras, e o vale inteiro o conseguia sentir. Mesas compridas eram levadas para debaixo das oliveiras, lanternas eram penduradas entre os ramos e, de cada porta, chegava o cheiro quente da padaria. A razão era a mais feliz de todas: pela primeira vez, o grande e meigo Ciclope vinha descer das colinas para se juntar à vila, pois agora era seu amigo e já não estava sozinho. E para lhe dar as boas-vindas, os padeiros faziam o maior bolo de mel que as colinas alguma vez tinham visto.

Havia apenas um problema. O frasco do mel estava vazio. A velha Dafne, guardiã do olival, chamou-vos os dois para junto de si. "Vocês têm mãos prestáveis e corações meigos", disse ela, "e uma festa constrói-se com ambos. Querem juntar o que ainda falta e trazer o nosso grande amigo em segurança até à mesa?"

Pôs um frasco vazio nas vossas mãos e sorriu. "Lembrem-se", disse ela, "nesta vila não festejamos a deixar ninguém de fora. Partilhamos o que temos, e arranjamos sempre lugar para mais um."

Qual é o teu nome de herói? Que qualidade vais levar: Imaginação, Coragem ou Coração?

Para o adulto Preparação, regras e respostas. Abre quando quiseres (contém as soluções).

A Festa do Bolo de Mel: Regras para o Adulto

Primeira vez? Lê primeiro o Guia para o Adulto. Explica toda a ideia em duas páginas e nunca mais vais precisar dele.

O Guia para o Adulto explica como o jogo funciona: esta página tem apenas o que é especial nesta história. É um conto caloroso e meigo sobre partilhar e arranjar lugar para todos, e ninguém nele fica jamais verdadeiramente magoado ou de fora. Uma jogada falhada nunca é uma derrota; ninguém perde.

Preparação

  • Imprime o mapa. Cada jogador põe uma pequena figura na Partida, a Vila das Oliveiras.
  • Este mundo não tem magia. Em vez disso, cada herói apoia-se numa ou duas das cinco qualidades: Imaginação (sonhar ideias), Coragem (um coração firme), Coração (cuidar dos outros), Curiosidade (reparar no que os outros não veem) ou Astúcia (uma ideia astuta e gentil). Na ficha do herói, onde diz força, deixa cada criança escrever a qualidade de que mais gosta. Duas qualidades diferentes funcionam melhor juntas.
  • Dá a cada jogador cinco estrelas de energia (cinco pequenas fichas ou peças). São gastas e repostas durante o jogo.
  • Prepara um adereço ou dois, se puderes: um frasco ou copo vazio para o mel, uns botões ou contas para flores, e uma bolacha redonda ou um círculo de papel para o bolo de mel. Qualquer coisa pode ser qualquer coisa.
  • Mantém os dados e a tabela de bandas de dados do final do kit ao teu lado.

A Reviravolta do Destino

Uma vez em cada lugar, os jogadores podem lançar para uma reviravolta; lê a linha correspondente. O Guia explica como funciona.

Lançamento Reviravolta do Destino
1 Um sátiro amigável dá-vos uma dica gratuita.
2 Recuperam a vossa coragem e ficam com uma estrela de energia de volta.
3 Um vento favorável, e o próximo desafio é Fácil.
4 O centauro Quíron passa e acena com bondade. Está tudo bem.
5 Um ramo de oliveira pela sorte: guardem uma jogada para usar mais tarde.
6 Uma explosão de cantos de pássaros, e por um momento todos se sentem corajosos.

Como termina

Não há inimigo neste conto. O Ciclope foi outrora o gigante solitário da fonte, mas agora é um amigo, e o único desafio que resta é um desafio feliz: fazê-lo sentir-se verdadeiramente bem-vindo. A aventura vence-se pedindo às abelhas com bondade, partilhando o bolo para que todos tenham que chegue, e dando a um amigo tímido a coragem de vir à mesa. Deixa a partilha e as boas-vindas tocar fundo; é todo o sentido. Vê a página dos enigmas para os três desafios e as suas soluções.

Paragem 1: A Colina das Abelhas

Um prado de montanha soalheiro cheio de flores, com abelhas meigas e sorridentes a encher um jarro de barro com mel dourado enquanto dois pequenos heróis lhes oferecem um ramalhete de flores do campo.

Lá em cima, num prado soalheiro, vivem as Abelhas da Colina, que guardam o mel mais doce de todas as colinas. Zumbem em círculos atarefados à volta da colmeia. Se se apressarem ou agarrarem, elas fogem num instante.

Como poderiam pedir às abelhas para partilhar? Poderiam mexer-se devagar e ficar calmos? Poderiam oferecer-lhes primeiro umas flores? O que tentam?

Quando são meigos e pedem com bondade, as Abelhas da Colina zumbem felizes e enchem o vosso frasco até cima de mel dourado. "Obrigada, amigos", zumbem elas.

O caminho levava a um prado soalheiro a zumbir de vida, onde as Abelhas da Colina guardavam o mel mais doce de todas as Colinas Soalheiras. Rodopiavam em círculos dourados e atarefados à volta da colmeia, e via-se logo que quem entrasse a correr ou agarrasse só ia encontrar um frasco vazio e uma nuvem de zumbido.

Como podem pedir às abelhas que partilhem o seu mel? Poderiam mexer-se devagar e manter-se calmos? Poderiam oferecer-lhes primeiro um presente de flores do prado e pedir com delicadeza? O que tentam?

Quando vieram com meiguice e pediram com bondade, as Abelhas da Colina zumbiram a sua aprovação e rodearam o vosso frasco num turbilhão dourado e amigável, a enchê-lo até à borda. "Por um amigo, e por uma festa", zumbiram elas, "de bom grado."

Para o adulto: a solução

O desafio. As Abelhas da Colina guardam o mel mais doce, mas só partilham com quem vem com meiguice. Os jogadores precisam de encher o frasco vazio.

Solução pretendida. Este é um momento de Coração e Observação. O gesto meigo é abrandar e manter a calma, e não enxotar nem agarrar: aproximar-se com suavidade, oferecer às abelhas umas flores do prado e pedir com delicadeza. Abelhas felizes enchem o frasco sozinhas.

Ajuda. Se as crianças se apressarem e as abelhas se dispersarem, faz o Silvado o Sátiro mostrar-lhes como cantarolar uma nota grave e amigável, ou deixa um jogador gastar uma estrela de energia para acalmar toda a gente. Pedir com bondade resulta sempre, e repõe uma estrela de energia.

Para simplificar. Deixa a criança cantarolar um "bzzz" suave, estender uma flor de papel e dizer "por favor, abelhas", e o frasco fica cheio.

Paragem 2: A Cozinha do Milo

Uma acolhedora cozinha de padaria iluminada pelo sol, com um padeiro alegre de bochechas redondas ao lado de um enorme bolo de mel, e dois pequenos heróis a contar pratinhos para o repartir com justiça.

De volta à vila, o Milo o padeiro fez um enorme bolo de mel. Mas como o partilhar para que todos fiquem com uma fatia, até o enorme Ciclope, que precisa de uma fatia muito grande?

Vamos contar juntos. Quantos amigos vêm? Como podem cortar o bolo para que ninguém fique de fora, e o gigante também receba que chegue? Uma fatia justa nem sempre é do mesmo tamanho.

Quando contam os convidados e partilham o bolo com justiça, cada prato fica cheio, com uma grande fatia guardada para o vosso amigo gigante.

De volta ao calor azafamado da vila, o Milo o padeiro tirara do forno um bolo de mel tão vasto que ocupava a sua mesa inteira. Mas um bolo só é tão bom quanto a partilha dele, e aqui estava o enigma: como cortá-lo para que cada convidado, da criança mais pequena ao enorme Ciclope, tivesse uma fatia, e ninguém ficasse sem.

Vamos resolvê-lo juntos. Quantos amigos vêm à festa? Como podem cortar o bolo para que todos tenham que chegue, com uma fatia grande o suficiente para um gigante? Uma parte justa, lembrem-se, nem sempre é uma parte do mesmo tamanho.

Quando contaram os convidados e partilharam o bolo com cuidado, cada prato da vila ficou cheio, e a maior fatia de todas ficou à espera do vosso amigo gigante.

Para o adulto: a solução

O desafio. O bolo de mel do Milo tem de ser partilhado para que cada convidado da festa fique com uma fatia e ninguém fique de fora, incluindo o enorme Ciclope.

Solução pretendida. Este é um momento de Matemática e Coração. Contem os convidados juntos (um punhado de gente da vila, a Dafne, o Milo, os dois heróis e o gigante). Cortem uma fatia para cada, e lembrem-se de que justo não quer dizer igual: o gigante é dez vezes maior, por isso precisa de uma fatia muito maior, enquanto a criança mais pequena se contenta com uma pequena. Qualquer plano em que todos tenham que chegue é um sucesso.

Ajuda. Se a contagem parecer difícil, faz a Dafne contar os convidados em voz alta pelos dedos, ou deixa as crianças alinhar uma bolacha ou uma pedrinha por convidado e fazê-las corresponder às fatias. Chegar com ajuda continua a contar como um sucesso total e repõe uma estrela de energia.

Para simplificar. Dá ao mais pequenino uma bolacha por convidado para distribuir, e uma peça dupla bem grande para o gigante, e a partilha está feita.

Paragem 3: Buscar o Amigo

Dois pequenos heróis à entrada de uma gruta a sorrir para um gigante grande e meigo de um só olho, com ar tímido, oferecendo-lhe uma grande fatia de bolo de mel.

Sobem até à gruta do Ciclope. Ele fica feliz por vos ver, mas é tímido. "Uma vila inteira?" diz ele, a olhar para os seus grandes pés. "E se eu for grande demais? E se tiverem medo de mim?"

Ele precisa de um bocadinho de coragem. Que coisa meiga poderiam dizer? Poderiam dizer-lhe que é bem-vindo? Poderiam mostrar-lhe a fatia que guardaram e descer juntos? O que fazem?

Quando o animam com palavras meigas, o gigante sorri de orelha a orelha. Ele dá-vos a mão e descem a colina juntos.

Subiram até à boca da gruta do Ciclope. Ele ficou radiante por vos ver, mas quando percebeu que uma vila inteira de gente esperava lá em baixo, olhou para os seus enormes pés e o sorriso vacilou. "Uma vila inteira?" disse ele. "Mas eu sou tão grande. E se não houver lugar para mim? E se olharem uma vez e ficarem com medo?"

Ele encontrara a sua bondade há muito tempo, mas agora precisava de um bocadinho de coragem. Que coisa meiga poderiam dizer-lhe? Poderiam dizer-lhe claramente que é desejado? Poderiam mostrar-lhe a grande fatia que tinham guardado e oferecer-se para descer ao seu lado? O que fazem?

Quando o tranquilizaram com palavras calorosas e sinceras, a preocupação do gigante derreteu-se, e um sorriso espalhou-se devagar por toda a sua cara larga. Fechou cuidadosamente uma mão imensa à volta da vossa e, juntos, passo a passo meigo, desceram a colina até à festa.

Para o adulto: a solução

O desafio. O Ciclope é tímido para descer até uma vila inteira de gente. Receia ser grande demais, ou que a gente da vila tenha medo dele. Os jogadores têm de lhe dar a coragem de vir.

Solução pretendida. Este é um momento de Coração e Coragem. Qualquer tranquilização sincera e calorosa resulta: dizer-lhe claramente que é desejado, lembrar-lhe que a vila são agora seus amigos, mostrar-lhe a grande fatia guardada só para ele, ou oferecer-se para descer ao seu lado. É a bondade, e não um plano qualquer, que leva esta paragem.

Ajuda. Se as crianças não souberem o que dizer, faz o gigante perguntar baixinho: "Têm mesmo a certeza de que há lugar para mim?" Uma única palavra meiga chega, e ele desce a colina.

Para simplificar. Deixa a criança acenar e chamar "anda lá, grande amigo, há lugar para ti", e o gigante sorri e segue-os colina abaixo.

Todos à Mesa

Uma comprida mesa em festa sob as oliveiras ao pôr do sol dourado, uma vila inteira a partilhar um enorme bolo de mel, e no meio um gigante grande e meigo de um só olho com a maior fatia, a rir entre amigos.

Quando o sol se põe, a Vila das Oliveiras inteira senta-se a uma comprida mesa sob as oliveiras. E mesmo no meio, com a maior fatia de todas, está sentado o Ciclope, a rir com os seus novos amigos.

Ninguém fica de fora. Cada prato está cheio, cada cara está feliz. Lá no alto da montanha, a boa Atena sorri para a festa.

Conseguiram, juntos. Foram corajosos, foram cheios de ideias e, acima de tudo, foram meigos. Muito bem, heróis.

À medida que o sol se punha, baixo e dourado sobre a baía, a Vila das Oliveiras inteira reuniu-se a uma comprida mesa sob as oliveiras, e ali, mesmo no meio, com a maior fatia de bolo de mel equilibrada feliz num joelho, estava sentado o Ciclope, a gargalhar entre os seus novos amigos.

Ninguém ficara de fora. Cada prato estava cheio, cada lanterna estava acesa, e cada cara à volta da mesa estava contente. Lá no alto do Olimpo envolto em nuvens, a boa Atena olhou para a festa e sorriu.

Tinham conseguido, e tinham conseguido juntos: com as vossas ideias, com a vossa coragem e, acima de tudo, com a vossa bondade. Muito bem, heróis das Colinas Soalheiras.

Aqui ninguém perde. Se uma tentativa não resulta, basta encontrar outro caminho.

Leiam em voz alta, parem muitas vezes e experimentem ideias. Não há respostas erradas.

Descarregar o kit (PDF)

Conto · Conto (Simples)
PDF · v10.0
Conto · Conto (Completo)
PDF · v10.0
Atlas
PDF · v9.0
Mais deste mundo As Colinas Soalheiras da Grécia ›